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HOLMES PLACE - Dieta: O que é a fome emocional?

A dieta alimentar está ligada ao nosso íntimo pelas emoções e sentimentos que nos desperta. Muitas vezes, associamos o sabor ou o aroma de um determinado prato, a recordações ou a momentos do passado, como por exemplo uma especialidade da mãe ou da avó. Existe, portanto, uma relação muito próxima entre a alimentação e as nossas emoções, o que explica também a sua importância nas nossas relações sociais, fomentadas pelo contexto da refeição.

Verificada esta relação e, uma vez que a alimentação desperta as nossas emoções, poderão também as emoções despertar a fome ou o apetite?

Sim, a alimentação pode ser determinada pelas nossas emoções, um fenómeno que dá pelo nome de fome emocional. Segundo a literatura, a fome emocional é a fome ou vontade de comer originada por emoções, nomeadamente as negativas como por exemplo a ansiedade, a tristeza ou o stress. Esta relação é resultado de vários episódios em que os alimentos são o escape ou o conforto quando experimentamos as sensações negativas que foram referidas.

Apesar de se verificar esta relação entre alimentos e emoções, existe uma grande variação individual, sendo que na maior parte das vezes a presença de emoções negativas ou de stress provoca a diminuição do apetite (em 48% dos indivíduos) em vez de um aumento dos alimentos consumidos (verificado em 30% dos casos). No entanto, diversos estudos indicam que a ingestão de alimentos relacionada com emoções negativas está associada a um aumento do peso corporal.

Tal facto pode dever-se ao tipo de alimentos preferido nestas situações. Certos estudos demonstram que os indivíduos que sentem um aumento de apetite em resposta a emoções negativas tendem a optar por alimentos com elevado teor de açúcares simples e gordura. Bolos, doces, chocolate ou gelado são alguns exemplos de alimentos que possuem elevado número de calorias e, pelo contrário, baixos teores em vitaminas, minerais ou outros nutrientes interessantes.

Os alimentos referidos podem ser a primeira escolha nos momentos negativos devido à sua ação estimulante sobre as partes do cérebro que identificam a recompensa. Este é o mesmo mecanismo pelo qual os alimentos mais saborosos ativam certas regiões cerebrais e desencadeiam uma sensação de recompensa e de prazer quando consumidos.

No entanto, o problema não está de todo nos alimentos que são consumidos, e sendo a fome emocional consequência de emoções negativas ou stress, a melhor forma de a evitar é resolver a situação que a provoca. Além disso, através da dieta alimentar também pode minimizar os seus efeitos, por um lado planeando a sua alimentação de forma a manter os níveis de energia e o apetite constantes ao longo do dia e, por outro lado, optar por alimentos que sejam mais ricos do ponto de vista nutricional. Para isso, procure um profissional de nutrição para o ajudar a fazer as melhores escolhas dentro dos seus gostos pessoais.

 

Rodrigo Santos

Nutricionista Holmes Place Cascais

 

Bibliografia

Bongers, P., Van Den Akker, K., Havermans, R., & Jansen, A.Emotional eating and Pavlovian learning. Does negative mood facilitate appetitive conditioning? Appetite, 2015 vol. 89 p. 226-236

Geliebter, A.,  Aversa, A. Emotional eating in overweight, normal weight, and underweight individuals. Eating Behaviors, 2003 vol. 3 (4) p. 341-347

Macht, M.,  How emotions affect eating: A five-way model. Appetite, 2008.  vol. 50 (1) p. 1-11

Singh M. Mood, food, and obesity. Front.Psychology, 2014. 5:925



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