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DICAS DO HOLMES PLACE - Treinar com fome?

É comum ouvir algumas pessoas referir que praticam exercício físico estando com fome ou mesmo em jejum. E porquê? Porque “treinar em jejum emagrece”. Será isto realmente verdade?

 A fome funciona como uma chamada de atenção do organismo quando este necessita de ser novamente “reabastecido”. A nível fisiológico, o organismo fica em estado de hipoglicémia.

Em contexto desportivo, a hipoglicémia conduz a um estado de fadiga e, consequentemente, a um fraco rendimento. De uma forma geral sente-se algum mal-estar que pode traduzir-se  em sudação exagerada e respiração ofegante.  

Como sabemos, o organismo precisa de um fluxo de energia constante fornecido através dos alimentos. Caso não sejamos nós a proporcionar essa fonte de energia, o corpo trata desse “problema”. Como? Através da degradação do seu próprio músculo para que este, posteriormente, sirva como fonte de energia. É claro que esta não é a melhor forma de o organismo se “alimentar”, daí a tão importante recomendação de se realizarem, ao longo do dia, não só as refeições principais, como as refeições intercalares a cada duas/três horas.

Assim, os lanches pré e pós treino devem sempre ter em conta o tipo de treino a fazer. São essenciais para garantir que nada falta ao organismo tanto em termos energéticos durante o treino (assegurando que o músculo não seja degradado), e para permitir uma boa recuperação muscular, após o treino.

No entanto, se é daquelas pessoas que está sempre com sensação de fome, saiba que o organismo também nos pode pregar algumas rasteiras, transmitindo uma ideia errada do que necessita, principalmente se estivermos a falar de hidratação.

Quando a hidratação é baixa, é transmitido um sinal que interpretamos como sensação de fome e os sintomas são também muito idênticos a uma hipoglicémia – dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza e cansaço. Assim, beba um bom copo de água sempre que sentir fome e faça o teste. Se passado cinco minutos continua a ter fome, então é porque necessita realmente de alimento e não é um caso de desidratação.

Passando agora da fome para o jejum, treinar então desta forma pode trazer-nos algum tipo de benefício? Teoricamente, o nosso organismo tem forma de rentabilizar as suas fontes energéticas e, estando este desprovido da sua fonte energética primária (os açúcares), é de facto possível produzir energia utilizando como fonte a gordura.  Apesar de ser um processo bastante eficiente, é também muito lento e que está perfeitamente enquadrado para situações de repouso, como o dormir e para esforços ligeiros a moderados, tornando-se contudo ineficaz quando o aplicamos a esforços intensos.

Assim, se o treino em jejum induz a fadiga precoce e limita a duração total do treino, há consequentemente uma diminuição do dispêndio energético associado, o que coloca em causa o objetivo inicial.

Concluindo, se treina de manhã cedo e não se vai levantar 1 hora antes para comer, procure conhecer um pouco mais o seu organismo para saber com que alimentos se dá melhor nestas alturas. Assegure que faz uma pequena refeição que satisfaça as necessidades básicas do seu corpo antes de treinar, pois aqui reside um dos fatores que determina o sucesso do mesmo.


Equipa Eat Well Holmes Place Defensores de Chaves

Ana Brázia Santos

Catarina Morais dos Santos

Maria Lains Cardoso



DICAS DO HOLMES PLACE - Treinar com fome?
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